
Ser bissexual, para algumas pessoas, é apenas uma forma de poder ficar com pessoas do mesmo sexo e não ser rotulado de gay. Já para outras é uma questão de desprender-se (momentaneamente) dos rótulos e fazer simplesmente o que lhe da prazer.

Passeando pelos blogs alheios, me deparei com um - indicado pela Denise - que era ilustrado por um rolo de “papel” higiênico de metal com ranhuras (como se fosse um ralador de queijo). Numa rápida passagem pelos textos pude ver que se tratava de um bom escritor, com alguns temas interessantes, mas o que me chamou a atenção foi um post chamado “depois daquele beijo”.* Feeling: Hope.
* Listening: Halo - Beyoncé (Edson Pride & Enrry Mix)
* Movie recomandation: "Breakfast with Scot" - http://www.megaupload.com/?d=FTPHU33H (Adorooooo!!!!)
Para quem mora em cidades pequenas, não é nenhuma novidade se envolver com pessoas de outras cidades. Eu mesmo só tive um namorado que morava na mesma cidade que eu, e não durou muito.
Já faz muito tempo que a PARADA gay de São Paulo MARCHA de um dos CEP’s mais nobres da cidade (Avenida Paulista) para um dos mais decadentes (República). Qualquer semelhança do fato com a qualidade do evento é mera coincidência.
A irreverência da juventude não está exatamente no puro desejo de subverter as regras estabelecidas, mas em assumir uma nova atitude à medida que começa a não aceitar mais as relações de associação entre sexo e perversão, poder e opressão, força e destruição, diversão e pecado, castidade e pureza, pobreza e virtude, submissão e respeito.
É sabido que os gays normalmente gastam mais com entretenimento, viagens, alimentação e vestimentas do que os heterossexuais.Se a luta por sucesso já é árdua para todos os seres humanos que vivem no mundo capitalista, esse peso da liberdade financeira não torna os gays muito mais batalhadores e focados em conquistar essa situação? Seguindo um pensamento lógico, isso não faz com eles diariamente lutem para serem mais criativos, mais eficazes, gerar mais resultados e serem profissionais melhores?
Teoricamente os gays também não têm filhos, famílias ou relacionamentos amorosos muito duradouros e colocam sua profissão em primeiro plano de suas vidas.
Neste caminho, o mercado de trabalho exige cada vez mais do trabalhador: mais dedicação, menos vida pessoal, mais disposição, mais criatividade, mais foco nos resultados e maior eficácia. Isso tem feito as mulheres serem mães mais tarde, os homens serem solteiros por mais tempo e a vida profissional das pessoas acabarem mais cedo, já que em determinado momento da vida a maioria das pessoas sentem necessidade de se dedicar a família.
Esse encontro de situações não deveria fazer dos gays profissionais respeitados e desejados pelas empresas?
Poder ter um funcionário dedicado, que o trabalho vale mais do que para a maioria das pessoas, que tem na profissão sua prioridade, que não tem filhos ou família para cuidar (o que impossibilitaria viagens muito longas e aumentaria a necessidade de dependentes nos benefícios), parece ser tudo que as empresas buscam.
Algumas empresas vêm investindo na conscientização do respeito à diversidade e na liberdade para que os funcionários possam se assumir homossexuais.
Responsabilidade social ou interesse? Seja como for, de forma geral, é mesmo assim a realidade?
É obvio que ninguém gostaria de ter sua sexualidade exposta no ambiente de trabalho, no entanto, para o homossexual, especialmente aqueles que vivem em cidades pequenas, sua sexualidade revelada pode significar a perda do respeito da equipe, tornar-se alvo de piadinhas e apontamentos, além de comumente pesar contra ele numa possível promoção.
Seria paradoxal e difícil de entender se não estivéssemos falando da realidade de um país onde mais de 40% da população se declara abertamente homofóbica.
O interessante é que essa situação faz com que os gays estudem ainda mais, trabalhem ainda mais e busquem ainda mais serem profissionais acima da média para que, mesmo com uma possível exposição da sua orientação sexual, possam manter sua segurança no trabalho e seus empregos.
Vai chegar um momento em que ser gay, no mínimo, não vai ter peso algum na vida profissional de uma pessoa?
Para isso, é preciso que o preconceito acabe ou que os gays se assumam numa atitude inspirada em “MILK”?
Seria uma roda de ações?
Os gays se assumem numa súbita personalidade “Milk” > mostram que são bons e se fazem respeitar > forçam assim a diminuição do preconceito > que fazem outros gays se assumirem....
ou
O povo demonstra um senso de respeito e de queda do preconceito > então os gays se assumem > que faz com que mais pessoas derrubem seus preconceitos....
Qual é a ordem correta? E qual é a mais provável?
Está nas mãos de quem fazer as coisas mudarem?
Quem vai correr o risco?
RP

Estão transformando o bairro. Tinha umas “mansões” e “prédios históricos” aqui, mas estão todas virando estabelecimentos comerciais: Hipermercados, Restaurantes, Lojas, cafés, Baladinha e até teatro. E tem mais novidades a caminho: Vai ter um campus da UFSCAR em 2 meses e um shopping que eu imaginei que seria mais uma galeria, mas quando vi um bonitinho no plantão de vendas e fui lá conhecer (o projeto!!!), soube que vai ter Outback, Oakley e Zara. “SmallVille” virando “BiggerVille”? Um estudo realizado por médicos americanos aponta para os perigos das drogas e sua influência em maior profundidade sobre os gays pois estes em geral gostam de ter experiências intensas que vão do abuso dos exercícios físicos, ao excesso de sexo e depois às drogas (não necessariamente nessa ordem).
E como é a questão das drogas nas cidades do interior? Os gays das cidades pequenas se drogam menos?
Em um artigo publicado na revista “The Advocate” diz: “... levantou-se que o uso das drogas é maior em homossexuais dos grandes centros urbanos. Segundo o estudo, as drogas fazem parte de um ritual de passagem para os homossexuais que querem se afirmar sob os spots da capital fazendo com que eles se sintam bem, brilhantes e esfuziantes.”
Claro que as drogas estão presentes em todos os lugares, mas no interior há uma necessidade maior de NÃO perder o controle, pois as conseqüências podem ser “graves”. Suas atitudes na rua chegam em casa, e no trabalho, antes de você.
Quantos dos gays que hoje vivem na capital vieram de cidades pequenas? Alguma ligação?
Primeiro o cidadão usa as drogas para curtir a balada, depois, como diz meu amigo Ricco: “fazem uso de ‘fármacos’ para outros tipos de atividades em suas vidas tais como para dormir, para acordar, para comer, para não comer, para ficar forte, para fazer sexo e simplesmente para serem ‘felizes’ com os deprimentes antidepressivos.” Uma reação em cadeia.
Mas quem nunca quis fugir da realidade, tirar os pés do chão e ter uma sensação de ECSTASY por uma noite? Por quantas noites?
O artigo dizia ainda: “os gays ainda esquecem de fazer sexo seguro sob o brilho das drogas.”
Quantos já usaram algum tipo de droga? Quantos esqueceram ou deixaram de “fazer sexo seguro sob o brilho das drogas”? Onde esse círculo termina?
No ano passado o governo distribuiu na Parada Gay de São Paulo folhetos que ensinavam como se drogar com segurança. Não se drogue, isso é crime, mas se o fizer, faça da maneira “x”.
Não mate ninguém, mas se matar, jogue o corpo em um lugar que seja fácil da gente achar. É isso?
Afinal, como queremos viver?
"Muita luz é como muita sombra: não deixa ver." Carlos Castañeda
RP
O que determina as preferências sexuais dos gays na cama (ou sofá, chão, escada, elevador, banheiro, cozinha... ooops, desculpem o devaneio)? O que faz alguém se autodenominar passivo ou ativo?

